20 de dez de 2015

Com a TPM por dentro

Hoje eu sou quem eu fui um dia, uma menina de pé descalço, com vontade de entrar na água, de descer e subir em árvore, de pegar peixinho, brincar pertinho. Sou a mesma que ficou pra trás, sou aquela que eu nunca deixei jamais. Finalmente sei que o que tenho é tudo que preciso, que amo quem me faz cem. As palavras bonitas me caem bem, dar presentes também. Gosto de dançar, quase não paro de falar, minhas amigas são do peito, minha família muito respeito. Ouço as histórias das avós, sei que não sei de nada. Um dia eu volto pra escola, mas agora, eu quero a lição da vida. Ouço muito minha mãe, brinco tanto com meu pai... Gosto de Tom, gosto de mim, gosto de um baú cheio de mistérios. Quero aprender tarô, e espero muito um senhor de alma inteira, mão faceira e um sorriso largo só pra mim. Hoje quase chorei na esquina, me sinto meio menina e um pouco nada arrependida. Ah, gosto muito de escrever, palavras me caem bem. Quero muito ser doutora, quero muito cantar pro meu amor. Gosto de praia, gosto do sol, me atiro no mar, me envolvo demais, com o drama, com a cama, com pesadelos Se o imaginário vai bem não há o que temer. Não quero ser louca, mas não me privaria da insanidade. Quero ser rica, mas por bondade, não desejo nenhum consolo, não quero ter medo de partir.

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