10 de mar. de 2007
7 de mar. de 2007
2 de mar. de 2007
Não coleciono aniversários levianos.
Não busco o contrato contrário do amor.
O rio é rico,
Miniaturas gigantes da magia dos picos, teias, oitavas, disfarces.
Como seria ser Vênus?
No âmago do sol em nós,
Buscamos olhares,
Mas imune a vaidade.
Sigo o desafio,
Sem me entregar a sacrifício.
Meu ofício é o trato que meus trapos, calos, laços
Me exigem.
E esqueço, pra assim lembrar:
Que numa casa mora-se um dia,
10 anos, numa etapa e mais que tudo
Mora-se para sempre
Já que sempre haverá a trilha
E já que nossa casa é nosso Eu próprio
E o céu também.
Não busco o contrato contrário do amor.
O rio é rico,
Miniaturas gigantes da magia dos picos, teias, oitavas, disfarces.
Como seria ser Vênus?
No âmago do sol em nós,
Buscamos olhares,
Mas imune a vaidade.
Sigo o desafio,
Sem me entregar a sacrifício.
Meu ofício é o trato que meus trapos, calos, laços
Me exigem.
E esqueço, pra assim lembrar:
Que numa casa mora-se um dia,
10 anos, numa etapa e mais que tudo
Mora-se para sempre
Já que sempre haverá a trilha
E já que nossa casa é nosso Eu próprio
E o céu também.
10 de jan. de 2007
Prece
Plena,
perfeitamente.
Pena eu não estar muito poeta.
Pouco só do espírito
desse Palmital me desce
e eu peço:
me conceda o caminho do louco místico,
Jesusinho, meu amigo e Cristo.
Pela sua força,
com minha insegurança de moça,
ensinai-me, ó pai,
o que eu anida não olhei.
Ó mão perpétua dos sem nenhuma trégua,
me indiquei.
Minha prece pede poder abrir
minha mina de histórias;
que nunca me venha um pranto em vão;
que o céu caia em forma de ternuras e memórias;
e que a Luz ilumine ao menos um dos meus irmãos.
perfeitamente.
Pena eu não estar muito poeta.
Pouco só do espírito
desse Palmital me desce
e eu peço:
me conceda o caminho do louco místico,
Jesusinho, meu amigo e Cristo.
Pela sua força,
com minha insegurança de moça,
ensinai-me, ó pai,
o que eu anida não olhei.
Ó mão perpétua dos sem nenhuma trégua,
me indiquei.
Minha prece pede poder abrir
minha mina de histórias;
que nunca me venha um pranto em vão;
que o céu caia em forma de ternuras e memórias;
e que a Luz ilumine ao menos um dos meus irmãos.
9 de jan. de 2007
Leia cada nota
tocada leve
nos compassos do dia.
Ouça o som que fala.
Veja!
Há criatividade
rondando louca por toda sua sala.
Abra a porta,
deixe a tormenta ameaçar.
Olhe nos olhos da frente,
veja que pose de assustar.
Nada é só enfeite.
E no meio de tudo,
Tudo.
Em um só.
Por isso que digo: cessou-se o verbo.
O que há por ai
e o que sente-se no aqui,
não há como reproduzir.
tocada leve
nos compassos do dia.
Ouça o som que fala.
Veja!
Há criatividade
rondando louca por toda sua sala.
Abra a porta,
deixe a tormenta ameaçar.
Olhe nos olhos da frente,
veja que pose de assustar.
Nada é só enfeite.
E no meio de tudo,
Tudo.
Em um só.
Por isso que digo: cessou-se o verbo.
O que há por ai
e o que sente-se no aqui,
não há como reproduzir.
16 de dez. de 2006
30 de nov. de 2006
Para se ter paz
E necessário equalizar o instante
às batidas do peito,
aos sons da mente,
aos pulsos do corpo.
E à buzina e ao apito
que da rua me gritam.
às batidas do peito,
aos sons da mente,
aos pulsos do corpo.
E à buzina e ao apito
que da rua me gritam.
29 de nov. de 2006
Dos pastos zen
Os olhos pesam
a sabedoria entra
as flores
cantam e
dançam.
E borboletando
a branca
fica
no foram.
Ouço no fundo um mu
e descubro
mais pra frente
que a borboleta tem tom de
camu.
a sabedoria entra
as flores
cantam e
dançam.
E borboletando
a branca
fica
no foram.
Ouço no fundo um mu
e descubro
mais pra frente
que a borboleta tem tom de
camu.
26 de nov. de 2006
Olha o menino que passa e manda!
Pés cruzados na tábua,
quatro rodas no pasto calçado,
Só vejo um tecido azul-marino GG engolindo,
um corpo que foi...
indo,
Lindo.
É uma alma,
serena,
tinindo.
Ah, meu amor, porque você não lixa você mesmo as suas unhas.
Por que não me leva pro mar
e não inventa um altar de estrela, carinho, pedrinhas
só pra me dar?
Eu queria chorar.
Uma lágrima,
só por amor,
só pra pouco me matar,
só por louvor.
É que o oculto me cutuca a pele por baixo da pele.
Que linda é ela.
Com seus pelos louros,
Seus brincos de couro
E um amor só dela.
É o futuro folheado a ouro.
E eu?
Não quero Outro...
Pés cruzados na tábua,
quatro rodas no pasto calçado,
Só vejo um tecido azul-marino GG engolindo,
um corpo que foi...
indo,
Lindo.
É uma alma,
serena,
tinindo.
Ah, meu amor, porque você não lixa você mesmo as suas unhas.
Por que não me leva pro mar
e não inventa um altar de estrela, carinho, pedrinhas
só pra me dar?
Eu queria chorar.
Uma lágrima,
só por amor,
só pra pouco me matar,
só por louvor.
É que o oculto me cutuca a pele por baixo da pele.
Que linda é ela.
Com seus pelos louros,
Seus brincos de couro
E um amor só dela.
É o futuro folheado a ouro.
E eu?
Não quero Outro...
8 de nov. de 2006
Amava ele dos pés a cabeça.
De alma inteira.
Em cada grama do seu corpo,
em cada montanha do seu rosto.
Em cada nascente,
em cada poente.
Em toda vazante.
Nas suas esquinas,
em cada caverna.
Amava os razantes de pele nos seios.
Nas armadilhas,
no fim da linha.
e nos becos sem saída.
Amava no ciúme,
no cimento,
ou junto à semente de vento.
Amava mesmo sem volta.
Amava de longe.
amava do alto da pedra, antes do salto,
vendo a pele nadando,
a pele amornando...
E ele tocando
corda,
perna,
calo do pé,
coração de fé.
E tudo isso,
sem que a visse,
sem que ouvisse
seu canto despido,
coberto de medo,
receosa de continuar a estrada.
Por isso amava só em instantes
estanques
e só com
anuviados
olhos cruzantes.
Que ficavam assim
querendo só um pouco
o suficiente,
pra Deus querer o outro mais pela frente.
De alma inteira.
Em cada grama do seu corpo,
em cada montanha do seu rosto.
Em cada nascente,
em cada poente.
Em toda vazante.
Nas suas esquinas,
em cada caverna.
Amava os razantes de pele nos seios.
Nas armadilhas,
no fim da linha.
e nos becos sem saída.
Amava no ciúme,
no cimento,
ou junto à semente de vento.
Amava mesmo sem volta.
Amava de longe.
amava do alto da pedra, antes do salto,
vendo a pele nadando,
a pele amornando...
E ele tocando
corda,
perna,
calo do pé,
coração de fé.
E tudo isso,
sem que a visse,
sem que ouvisse
seu canto despido,
coberto de medo,
receosa de continuar a estrada.
Por isso amava só em instantes
estanques
e só com
anuviados
olhos cruzantes.
Que ficavam assim
querendo só um pouco
o suficiente,
pra Deus querer o outro mais pela frente.
28 de out. de 2006
Vai, guri, atravessa a rua montado em eu carrinho de brinquedo. O boneco do outro lado se vestiu de verde. E essa vida agora aponta um sim. Vai, guri, você é pequeno, mas para entender já está pleno. E essa vida agora te entrega as regras. Mas, ouve guri: Seja guri quando o é. Não arrastes o tempo pra além do tempo dele. Não sejas velho à procura de verdes sinais externo. Não sejas homem menino, procurando olhos mãos de mamãe. Não merece pisar pegadas dadas, atravessar na faixa indicada, quando o tempo não for mais este. Por isso desde já vai, atravessa na faixa, espera o sinal, enquanto eu te olho daqui. Mas já agora vai sozinho!
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